Fiquei feliz com aquela sua súbita vontade de me ver e não pensei em mais nada. Aceitei. Queria estar perto novamente, queria saber o que havia sido de você e de nós, queria definir esse sei-lá-o-que que havia ficado em mim sobre você.
Foi bom te ver. No geral foi bom te ver. Mas descobri que aquele homem que eu reencontrei não era mais você. Ou era você e no fim das contas era eu quem não te conhecia! Não sei se você notou ou se sequer se importava, mas eu vivia uma das piores fases da minha vida, nunca estive tão triste, nem tão perdida e vazia como naqueles dias.
Conversamos, sim, sempre foi bom demais falar com você. Mas eu quis te tocar. E toquei, você sabia muito bem que eu o faria. Como resistir a você tão perto, tão ao alcance da boca? E depois o vazio, tão conhecido e amargo como eu o vinha sentindo durante todos aqueles dias, antes e depois de você.
Não foi o tanto que você mudou, mas o tanto que eu queria que nada tivesse mudado. Queria ainda sentir o estomago sumindo dentro de mim quando você aparecesse, queria aquele calor que era você, aquela paixão imensa, súbita, irresistível.
O que encontrei foi o adeus. Aquele adeus que eu jamais fui capaz de te dar. Um ponto final àquela mania de pensar que você voltaria um dia, só porque eu sempre te quis. Àquela mania de desejar uma vida ao seu lado, só porque você era o sol dos meus dias. Àquele desejo de pertencer a alguém, de encontrar finalmente um amor, um lugar...
Mas naqueles dias... Naqueles poucos dias eu fui mais uma. Não era mais especial e nem diferente, não era mais a sua borboleta. Era mais uma. Simples e definitivamente só mais uma. E naquele momento, naquele instante em que vi você partir mais uma vez, fechei o nosso álbum de fotos, dei o ponto final naquela nossa história meio romance-meio drama e parei de sonhar com aquele mundo de impossibilidades. A vida real, essa sim, é um mundo de possibilidades e você? Você era apenas um lindo sonho, mas sempre chega o dia em que temos que acordar!
PS.: Coisas do passado, um tempo antigo que certamente não volta mais... o que nao deixa de ser uma pena, mas é a vida...