terça-feira, 30 de junho de 2009


Minha mãe tinha uma "coleção" de violetas. Eram mais de 100 e ficavam todas em uma prateleira na garagem. Por isso, nós éramos proibidos de jogar futebol ali.

Um belo dia, meu irmão com suas idéias geniais, decretou que jogaríamos na garagem mesmo, com cuidado, porque estava chovendo e não dava para jogar lá na grama. Com o baita cuidado e a sutileza do meu mano no chute, acertamos em cheio um dos vasinhos mais bonitos. Ele olha para mim, eu quase chorando (naquela época as mães não tinham NADA contra uma GOSTOSA chinelada...), pensamos... agora f.... de vez!!! O que a gente vai fazer???

Em mais uma brilhante idéia do meu mano mais velho - o oráculo, o mini MacGyver, ele era um gênio já naquela época - nós simplesmente "montamos" a violeta devolta. Imaginem a carinha do guri, olhando para a terra e falando "essa folha vai aqui, essa flor aqui, acho que aqui fica melhor..." (com a linguinha de fora no canto da boca e a "mufa" queimando de tanto pensar). Nos escapamos daS chineladaS naquele dia (sim, minha mãe só chinelava no plural), só que a natureza é muito sacana quando quer...

A violeta, logicamente, começou inexplicavelmente a murchar. Minha mãe resolveu olhar o que se sucedia com ela e, ao tocar uma folha, "do além" a folha ficou na mão dela... lembro tão claramente daquele grito que me era tão familiar: "Rodriiiigoooo, Luciaaaaaanee". Nessa hora meu mano olha para mim, olhos arregalados, e diz a frase que eu lembro com mais clareza ainda, de taaanto que ele usava: "CORRE, LU"!!!!!

E eu corria... corria com minhas perninhas de 5 anos, corria com o havaianas soltando as tiras no dedão, mas como não dava para arrumar naquela hora, eu tirava e corria de pés descalços no calçamento mesmo, não sentia nem dor, de tanto cagaço!!!! Beeem mais tarde, quando anoiteceu, voltamos para casa e minha mãe só viu 2 cabecinhas na porta, uma em cima da outra, com o corpinho ainda para fora (em rota de fuga) e a pergunta "mãe, tá mais calma???". Ahhhh, bons tempos aqueles...


9 comentários:

Paulo disse...

Imaginei vocês correndo em disparada como também fazíamos na nossa infância. Apanhávamos e aprendíamos, mas sempre inventávamos outra brincadeira, tal qual tu e teu irmão.

Belo texto Luciaaaaaaaneee!

Mestre Küll disse...

Olá Anne!
Eu sou Eduardo Küll e eu também me escondia para não tomar uma "havaianada de pau"!
Obrigado por escutar nosso podcast! São pessoas como vc que nos dão forças para continuar com o trabalho!
Muito obrigado! Continue escutando e postando, é muito importante para nós!
Até mais!

Isa disse...

Oooown, deve ser maravilhoso ter um irmão mais velho. Sempre foi minha maior ambição de filha única :)

M. Nilza disse...

Oi, Anne!

Essas lembranças nos fazem nãosó sorrir como ter vontade de chorar, pq não voltam né?

Mas, as traquinagens de antes já não são as de hj, infelizmente.

Mas, sua história é muito divertida e eu ri demais!! rs

Beijos

Simão Neto disse...

Fala Dra!!
Sou S.Neto o pequeno Jedi e se eu fosse sua mãe colocava vcs 2 em uma escolinha de futebol !!
fazia tempo que não ria com historias de criança... fez me lembrar das minhas! onde tive q correr muito tb depois de destruir uma mega, master-blaster plantona da minha mãe com uma espadinha de plástico do He-man, imitando o som de 1 sabre de luz !!aeuheauu bejão pra ti Dra !!

Jana disse...

kkkkk a infância é ótima!

beijo

O próprio irmão disse...

KKkkkkk, me lembro desse episódio, levei um baita tempão montando aquela violeta, heheh... Ahh e a propósito ainda sou meio McGyver :P

Desabafando disse...

kkkkkk./.....nada melhor que a infância né?
Amiga tem selinho pra vc no meu blog....passa lá pra pegar!

Lu disse...

ô duplinhaaaaa..rss

Que bom rir com seus "causos" !
Beijos menina especial!

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